Edit: edições da tradução e aviso que tem nada em português sobre, por isso a fonte em inglês, pequeno resumo traduzido no corpo do post

As eleições de 1º de junho acontecem no momento em que o país debate federalismo, governança e unidade nacional em um pleito que poderá definir o futuro democrático do país.

Dias antes da votação, o órgão eleitoral etíope, o Conselho Nacional Eleitoral da Etiópia (NEBE), anunciou que as eleições não serão realizadas em 46 distritos eleitorais nas regiões de Amara e Tigré, afetadas pelo conflito, alegando insegurança e tensões políticas.

A NEBE informou que a votação não ocorrerá em oito dos 138 distritos eleitorais da região noroeste de Amara devido ao que descreveu como “condições desfavoráveis”, no meio de confrontos entre milícias e o exército. O conselho também suspendeu a votação em 38 distritos em Tigré, onde as tensões permanecem elevadas entre o governo federal e a Frente de Libertação Popular do Tigré (TPLF).

Contrariando as esperanças da população, especialistas afirmam que a situação permanecerá frágil. “As eleições na Etiópia serão um mero formalismo que confere legitimidade eleitoral ao governo. Não há como mudar ou contestar o governo por meio das eleições”, disse Kjetil Tronvoll, pesquisador de paz e conflito na Nova Universidade de Oslo, à DW. Para ele, o processo eleitoral é um exercício simbólico, e não uma disputa política.

Segundo analistas, os esforços do dominante partido TPLF na região etíope de Tigré para recuperar o controle da região podem levar a uma nova guerra com o governo federal.